Apesar da história não está mais na mídia, Ângela Wress continua presa na Turquia e a família* passando por dificuldades, tanto financeira quando psicológica. Os pais de Ângela não querem mais falar com a imprensa, pois segundo eles, usaram o sofrimento deles para fazer sensacionalismo. “Os políticos também aproveitaram uma brechinha para ganhar voto em cima do caso”, comenta o pai.
A triste história dessa jovem começou no dia 19 de dezembro de 2005, quando ela saiu de Joinville, onde morava com os pais, o irmão e o filho, para ir até São Paulo em busca de um emprego de babá que foi prometido por um homem, a quem também tinha relacionamento afetivo pela internet.
Na verdade essa história foi uma armadilha. Ele foi com ela até o Chile e depois seguiram para Europa. Em Istambul, na Turquia, uma maleta ficou com ela para ser entregue a uma pessoa. Como Ângela desconfiou que fosse droga procurou as autoridades daquele país e por meio de gestos tentou falar a um guarda do aeroporto, no entanto na Turquia cada policial ganha comissão para cada apreensão, sendo assim, a prenderam. A jovem foi indiciada por tráfico internacional de drogas e no presídio Pasakapisi, em Istambul desde o final de 2005.
* Os nomes dos membros da família foram preservados.
A trágica notícia da prisão de Ângela em Istambul
Os pais ficaram desesperados, pois Ângela havia entrado em contato com a família, desde a saída de Joinville. Procuraram a polícia para registrar o desaparecimento. Com a investigação descobriram o paradeiro de Ângela.
Ângela é vitima de maus tratos na prisão e tem problemas cardíacos, possui uma válvula metálica no coração. Ela precisa de cuidados médicos e uso contínuo de medicamentos. A dificuldade se torna maior, pelo fato, de ter que pagar tudo que ela utiliza na prisão, então, muitas vezes, fica sem o remédio. Os pais enviam dinheiro, mas não é o suficiente, pois a família não tem muitos recursos.
A vítima da situação foi condena, sem muita chance de defesa
O dia 17 de janeiro de 2007 foi crucial, ela foi condenada a seis anos e cinco meses de reclusão. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviaram um indulto, para tentar libertá-la, mas foi negado em março de 2007.
O governo também tentou negociar, no entanto o país é muito rigoroso nessa questão de tráfico de entorpecentes.
Segundo os pais, ela está muito mal, pois não consegue fazer quase nada e tem que dormir sentada, pois não consegue respirar direito. Os médicos, com quem está se tratando, disseram que o número de coágulos aumentou o que piora o estado clínico.
Os médicos, falaram para Ângela, que não se responsabilizam se ela morrer. A comissão de direitos humanos da OAB procurou as autoridades daquele país e disseram que não podem fazer a cirurgia lá. Enquanto isso Ângela cumpre a pena sem ter certeza que conseguirá sair viva de lá.

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