
O Secretário de Estado da Infraestrutura (SIE), deputado federal Mauro Mariani, visitou a redação do jornal Correio Joinvilense, na última sexta-feira (9) e trouxe boas notícias da reunião com técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) realizada na quinta-feira (8), no Rio de Janeiro. Mariani entregou mais um lote de documentos solicitados pelo banco e recebeu do Gerente de Desenvolvimento Urbano do Bndes, Carlos Malburg, a garantia para poder lançar os editais de concorrência pública do pacote de R$ 40 milhões para obras na maior cidade do estado, empréstimo que será tomado pelo Governo do Estado para investimentos na infraestrutura urbana. A pedido do Bndes, as licenças ambientais devem ser concedidas pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma).
Com esse avanço obtido ontem, a Secretaria de Estado da Infraestrutura já inicia o processo de elaboração dos editais pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra). Outra decisão tomada pelo Secretário Mauro Mariani é de que as obras devem iniciar pelos projetos mais avançados como o Binário do bairro Vila Nova, alargamento da rua XV de Novembro (no trecho entre a rua Tutóia e BR 101) e o recapeamento asfáltico de ruas importantes como Tuiuti (até a entrada do bairro Jardim Paraíso), Albano Schmidt (do Hospital Regional até a rua Iririú) e Rui Barbosa (Costa e Silva). O contrato será apreciado pela diretoria do Bndes em novembro – procedimento de praxe – e deve ser assinado ainda em novembro ou início de dezembro. “Enquanto isso, já estamos providenciando os licenciamentos ambientais, o processo licitatório, para que possamos, assim que assinarmos o contrato com o banco, dar as ordens de serviço para o início das obras”, destacou Mauro Mariani. Aproveitando a oportunidade Mariani concedeu uma entrevista ao jornal.
Conta um pouco como começou sua carreira política.
A família sempre foi envolvida com política. Mas iniciei na política, em 1992, na cidade de Rio Negrinho, como candidato a prefeito. Não ganhamos essa eleição, mas foi por pouco. Então me candidatei novamente em 1996 e dessa vez ganhei a eleição. Fui reeleito em 2000. Em 2002 renunciei o mandato de prefeito e me candidatei para deputado estadual e fui eleito. Em maio de 2005 o governador Luiz Henrique me convidou para assumir a secretaria de infraestrutura do estado. Em 2006 fui eleito deputado federal e o governador novamente me convidou para assumir a secretaria de infraestrutura. E no ano passado me candidatei a prefeito de Joinville e não me elegi.
Qual foi a reação dos membros do governo estadual com o desenrolar do processo de cassação do governado Luiz Henrique?
Quase não se conversava sobre esse assunto. Claro que passou por períodos muito difíceis, principalmente na primeira fase do seu segundo mandato, pois ficava rondando esse fantasma da cassação e as especulações dos adversários, da imprensa para desestabilizar o governo. Prejudicou Santa Catarina, pois ele (LH) sofreu muito com tudo isso. Muitos projetos nem eram iniciados por medo de uma hora ou outra sair a cassação e não poder concluir o projeto.
Se fosse eleito qual seria sua forma de governar Joinville?
Sempre quis um governo com a participação popular. Sem medo de tomar decisões. Eu faria uma ação muito forte na área da saúde, principalmente no Hospital Municipal São José. Melhorar a infraestrutura da cidade, que parte já estamos fazendo, via governo estadual. E tudo aquilo que estava no nosso plano de governo.
O que está achando da forma de governar do prefeito Carlito Merss?
Estou achando um governo com vontade de fazer as coisas. Mas como todo começo de governo está com dificuldade de se estruturar, montar a equipe certa. Só que ele [Carlito] perdeu uma oportunidade, pois a população queria mudança e ele acabou se moldando na mesma fôrma da gestão anterior. Pegou a estrutura do governo passado, tirou o pessoal do Tebaldi e colocou o pessoal dele. Na minha opinião, esse foi o maior erro, pois depois de moldado fica difícil mudar.Tem que trabalhar para resolver não para tapear, do que adianta tirar o dinheiro do tesouro para pagar as folhas de pagamento se a gestão do hospital continua a mesma coisa da gestão do Tebaldi.
Vai sair candidato a prefeito novamente?
Não sei, está muito longe para falar sobre isso, agora vou me dedicar a minha candidatura a deputado federal. Minha vida é o executivo. Acho que tenho mais rendimento quando estou no executivo, gosto de enfrentar, fazer acontecer, acertar, errar e assumir que errei é isso que é trabalhar no executivo, realmente executar.
Algumas das obras previstas para Joinville
Binário da Vila Nova
Investimento aproximado de R$ 4,7 milhões vai criar uma via desde a Rodovia do Arroz (SC 413), aproveitando trechos abertos da rua São Firmino. A rua XV de Novembro será duplicada da BR 101 até o início do Binário.
Eixo Max Colin/XV de Novembro
Investimento aproximado de R$ 5 milhões, prolongando a rua Max Colin até a rua XV de Novembro, formando um binário com a XV até o Pórtico da Expoville. A rua XV será duplicada desde a rua Tutóia até a BR 101.
Novo Acesso pela rua Almirante Jaceguay
Investimentos aproximados de R$ 7,5 milhões, viabilizando um novo acesso à cidade pela BR 101 na altura do km 37, interligando até a rua Blumenau no Terminal Norte, uma extensão de 6,6km, com abertura de vias, pavimentação e recape de algumas áreas.
Rua Minas Gerais – Alargamento e elevação da via
Investimento estimado de R$ 1 milhão em 1,65km, reduzindo as complicações com o deslocamento da população com as cheias que por vezes acontecem na região.
Estrada Rio do Morro – Pavimentação
Ainda sem valor estimado de investimentos, será pavimentada em toda a sua extensão, viabilizando um novo acesso entre Araquari e região das praias de São Francisco do Sul e Barra do Sul até Joinville e vice-versa.
Estrada Anaburgo – abertura de trecho e pavimentação (em andamento)
Está sendo pavimentada e aberta até o Eixo de Acesso Industrial Hans Dieter Schmidt, que formará um grande anel de circulação desde a rua Almirante Jaceguay-rua dos Suiços-Rodovia do Arroz-Eixo de Acesso Industrial até o Terminal Norte.

