quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Exonerar ou não exonerar? Eis à questão



Apesar de a maioria de os vereadores de Joinville achar que a exoneração de Antonio Viana Neves (Toninho Neves), da Câmara de Vereadores, é a melhor opção, não responderam ao questionário enviado pelo jornal Correio Joinvilense para expressar suas opiniões.
Dos 19 vereadores, apenas três responderam à enquête. Tanto o vereador Manoel Francisco Bento (PT), quanto Osmari Fritz (PMDB) acreditam que Toninho deveria ser exonerado. Já o vereador Belini Meurer (PT) – que era o terceiro suplente de Marquinhos Fernandes, pois os dois primeiros suplentes, Celito Alves e Pedro Campos, foram, respectivamente, as secretariais regionais do Comasa e Costa e Silva – ficou em cima do muro. Segundo Meurer todas as denúncias devem ser investigadas antes de pedir a exoneração.
Assessores de alguns vereadores disseram que, pela falta de tempo e um feriado prolongado, os vereadores não puderam responder. Dois estavam em curso e muitos realmente não quiseram se pronunciar sobre o caso. O vereador Juarez Pereira (PPS), por meio da secretária, argumentou que não responderia qualquer questionário enviando por nosso veículo de comunicação, já que em edições anteriores foram veiculadas informações perniciosas envolvendo seu nome.
O vereador Alodir Alves de Cristo diz que, tendo em vista o formato do questionário, com respostas simplificadas em SIM ou NÃO, ainda estavam avaliando. “Contudo, gostaria de me posicionar sobre o assunto numa futura entrevista pessoal”, ressalta.
O vereador Patrício Destro (DEM), da mesa diretora, já havia se pronunciado para um jornal da cidade, dizendo que “a pessoa que trabalha no setor público não pode receber repasse do governo por outro trabalho fora, pois é imoral. Para ele, a decisão de exonerar o radialista será do presidente, mas destaca que Sandro não pode usar "dois pesos e duas medidas", ou seja, se exonerou o assessor do Bento teria que tomar posição igual agora. O democrata conversou com Sandro para o presidente tomar uma posição”. Mas para o Correio Joinvilense não quis dar sua posição e não explicou o porquê da decisão de não responder a enquête.
O presidente da casa, Sandro Silva (PPS) não foi encontrado, mas em entrevista anterior já havia ressaltado que qualquer pessoa que maculasse a imagem da Câmara seria exonerada.

O caso

Foi aberta uma Ação Civil Pública, ajuizada pelo promotor Assis Marciel Kretzer, da 13ª Promotoria de Justiça, que atua na área da moralidade pública, contra Toninho Neves. O promotor aponta uma grave irregularidade envolvendo Toninho Neves, a enteada Juliane Maia de Moraes e o ex-diretor executivo de comunicação, do ex-prefeito Marco Antonio Tebaldi (PSDB), Benhur Antonio Cruz de Lima.
A denúncia aponta que Benhur proporcionou o enriquecimento ilícito de Toninho e Juliane. O então diretor de comunicação da prefeitura usou de seu cargo público para autorizar extraordinários patrocínios para a empresa, “O Jornal Assessoria em Publicidade TJ Ltda”, que tinha como sócia proprietária Juliane.
De acordo com a denúncia que consta no documento do Ministério Público (MP), a empresa de fachada nunca prestou serviços de publicidade ou, ainda, manteve alguma subcontratação com órgãos de imprensa, que justificasse os valores subtraídos dos cofres da prefeitura, ou seja, embolsaram recursos públicos, com a ajuda da agência de publicidade Pólo, Equipe e Borghoff.
A agência, que era contratada pelo município, emitia notas fiscais da empresa de Juliane contra a prefeitura de Joinville, com a descrição "Patrocínio". Segundo a promotoria jurídica, não existe patrocínio com dinheiro público, a publicidade tem que ter caráter educativo, informativo ou orientação social. O que foi comprovado na investigação do MP é que a empresa da enteada do Toninho não escreveu se quer um texto de publicidade institucional para fazer jus ao pagamento de R$ 2,5 mil mensais. Conforme a acusação, a Prefeitura pagou, apenas no período de março a dezembro de 2003, o valor de R$ 25 mil à empresa de Juliane.


Patrício Destro (DEM): Não quis se pronunciar
Adilson Mariano (PT): Iria enviar declaração por e-mail, mas não chegou até o fechamento do jornal.
Mauricio Peixer (PSDB): Iria enviar declaração por e-mail, mas não chegou até o fechamento do jornal.
Belini Meurer (PT): Ficou em cima do muro
Professor Cristo (DEM): Prefere uma entrevista a responder enquête.
Roberto Bisoni (PSDB): Não foi encontrado
Sandro Silva (PPS): Não foi encontrado
Odir Nunes (DEM): Estava fora de Joinville em curso.
Manoel Francisco Bento (PT): É a favor de exoneração.
Lauro Kalfels (PSDB): Não foi encontrado.
João Rinaldi (PT): Não quis de pronunciar.
Tânia Eberhardt (PMDB): Iria enviar declaração por e-mail, mas não chegou até o fechamento do jornal.
Jucélio Girardi (PMDB): Gabinete estava trancado.
Joaquim Quinzinho (PSDB): Estava fora de Joinville em curso.
Dalila Leal (PSL): Não quis se pronunciar.
James Schroeder (PDT): Gabinete estava trancado.
Osmari Fritz (PMDB): É a favor de exoneração.
Juarez Pereira (PPS): Não responde enquête para o Jornal Correio Joinvilense.
Zilnete Nunes (PP): Não quis se pronunciar.

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